Parece inédito, mas estes agentes de software, são na realidade pequenos programas auto-suficientes e móveis. É claro que a mobilidade aqui refere-se à capacidade destes programas deslocarem-se para outras máquinas por meio da rede, correr os seus processos, emitir resultados, prosseguir para outra máquina e assim sucessivamente, desempenhando uma série de tarefas de forma contínua e consistente.
Os programas já conseguem mover-se na realidade, graças a robôs e a redes de sensores sem fios.
Na imagem, o robô Aristo navega de modo autonomo, respondendo a comandos automáticos de uma rede de sensores sem fios que simula uma situação de incêndio. Numa situação real, na qual o robô não possa estar presente, os resultados das leituras dos sensores podem ser passadas aos bombeiros por meio de um computador de mão (PDA) conectado a uma rede sem fios.
O que realmente impressiona nesta demonstração nos EUA, é a capacidade destes pequenos agentes: quando um dos sensores detecta fogo, o agente duplica-se a si próprio em todos os sensores adjacentes, criando um anel virtual ao redor do fogo. Se o fogo aumentar, o processo se repete, de forma que os bombeiros sempre terão uma informação actualizada da situação do incêndio a cada momento.
Na experiência, a rede de sensores sem fios é essencial. É construída com minúsculos computadores, contidos numa única placa, que cabem na palma da mão e funcionam com apenas duas pilhas AA. Além da antena para se ligar à rede sem fios, podem conter virtualmente qualquer tipo de sensor, que os torna capazes de “sentirem” o seu ambiente, medindo temperatura, magnetismo, som, humidade, pH etc.
Para permitir a duplicação dos agentes, foi construída uma camada intermediária de software (“middleware”) baptizada de Agilla, que possibilita aos agentes moverem-se ao longo da rede de sensores, inclusivé indo para outras redes, formando uma complexa comunidade de agentes agindo cooperativamente.
Fonte: 4º Conferência Internacional de Processos em Rede de Sensores