Estarás sóbrio?

Com os feriados que aí vêm e com a proximidade das festas de Dezembro, decerto o pessoal estará a beber bebidas alcoólicas. Atendendo a este facto, a Tugatrónica resolveu publicar o seguinte projecto:

Circuito1

Este circuito pode ser usado como guia para ver quanto é que a pessoa é capaz de beber e verifica o tempo de reacção da pessoa. Também pode ser usado como forma de diversão para testar o tempo de reacção. Continue reading

Transístor Atómico

O silício é o elemento químico fundamental para a era da informação: é de silício que são feitos os componentes electrónicos que revolucionaram o mundo com o aparecimento da informática e das telecomunicações. Mas, da mesma forma que se necessita do carbono para transformar o ferro em aço, os componentes electrónicos – transistores, diodos e chips – precisam de um “pouco” de outros elementos também.

Índio, gálio, arsénio e germânio são acrescentados em doses ínfimas no silício, alterando as suas propriedades de modo que possa funcionar como díodo ou transístor. Estes elementos são chamados dopantes, já que alteram o comportamento do silício. Assim, entender o comportamento destes dopantes é essencial para que a indústria continue no seu caminho rumo à miniaturização.

Pesquisadores holandeses conseguiram medir o transporte de electrões num único átomo no interior de um transístor. E, além de medir, os cientistas foram capazes de manipular um único átomo de elemento dopante no interior de um ambiente semicondutor realístico.

Conhecer com precisão o comportamento individual dos átomos dopantes é um elemento essencial tanto para a miniaturização quanto para a construção de componentes mais eficientes.

O átomo manipulado é de arsénio, inserido num transístor MOSFET com uma estrutura de 35nm. Na prática, a experiência significa que os cientistas foram capazes de observar um transístor de um único átomo, funcionando numa estrutura realística, ou seja, num transístor padrão da indústria.

Ainda não se trata da solução completa do problema da miniaturização e da fabricação de transistores perfeitamente homogéneos. Mas é um passo importante nesse sentido, fornecendo à indústria informações importantes sobre a mecânica quântica que governa o funcionamento dos átomos dopantes no interior do silício.

Fonte: Universidade de Delft, Holanda

Agentes de software, o agente Smith do Matrix em acção

Parece inédito, mas estes agentes de software, são na realidade pequenos programas auto-suficientes e móveis. É claro que a mobilidade aqui refere-se à capacidade destes programas deslocarem-se para outras máquinas por meio da rede, correr os seus processos, emitir resultados, prosseguir para outra máquina e assim sucessivamente, desempenhando uma série de tarefas de forma contínua e consistente.

Os programas já conseguem mover-se na realidade, graças a robôs e a redes de sensores sem fios.

Na imagem, o robô Aristo navega de modo autonomo, respondendo a comandos automáticos de uma rede de sensores sem fios que simula uma situação de incêndio. Numa situação real, na qual o robô não possa estar presente, os resultados das leituras dos sensores podem ser passadas aos bombeiros por meio de um computador de mão (PDA) conectado a uma rede sem fios.

O que realmente impressiona nesta demonstração nos EUA, é a capacidade destes pequenos agentes: quando um dos sensores detecta fogo, o agente duplica-se a si próprio em todos os sensores adjacentes, criando um anel virtual ao redor do fogo. Se o fogo aumentar, o processo se repete, de forma que os bombeiros sempre terão uma informação actualizada da situação do incêndio a cada momento.

Na experiência, a rede de sensores sem fios é essencial. É construída com minúsculos computadores, contidos numa única placa, que cabem na palma da mão e funcionam com apenas duas pilhas AA. Além da antena para se ligar à rede sem fios, podem conter virtualmente qualquer tipo de sensor, que os torna capazes de “sentirem” o seu ambiente, medindo temperatura, magnetismo, som, humidade, pH etc.

Para permitir a duplicação dos agentes, foi construída uma camada intermediária de software (“middleware”) baptizada de Agilla, que possibilita aos agentes moverem-se ao longo da rede de sensores, inclusivé indo para outras redes, formando uma complexa comunidade de agentes agindo cooperativamente.

Fonte: 4º Conferência Internacional de Processos em Rede de Sensores

Telescópio de áudio consegue identificar e encontrar pássaros pelo seu canto

Foi recentemente criada um telescópio de áudio, um conjunto composto por 192 microfones que é capaz de distinguir diferentes sons de pássaros, vindos de várias direcções, mesmo que os pássaros cantem todos ao mesmo tempo.

O objectivo deste projecto, é de este telecópio ser usado nos aeroportos, já que várias espécies de aves causam acidentes fatais e prejuízos milionários todos os anos. O desenvolvimento na área de reconhecimento de voz em ambientes ruidosos, já permite a identificação dos pássaros pelos seus cantos e apontar para a sua localização.

Identificar os pássaros é importante porque nem todos representam riscos para a aviação. Muitas vezes, aterragens e descolagens são interrompidas sem necessidade. Noutras vezes, a não interrupção causa danos às aeronaves e acidentes fatais – desde 1988, 194 pessoas morreram em acidentes aéreos causados por pássaros, em todo o mundo (e esta hem?)

O telescópio de áudio é montado paralelamente ao solo e monitoriza os céus em busca dos ditos pássaros. Comparando o tempo de chegada do som aos diferentes microfones, o sistema consegue determinar a precisa direcção onde o som se originou, sendo capaz de distinguir entre sons semelhantes que venham de diferentes direcções.

Rede Ethernet alcançou os 100Gb/s

Pesquisadores nos Estados Unidos, trabalhando juntamente com várias empresas na área das telecomunicações, conseguiram demonstrar uma ligação Ethernet a funcionar a 100 Gigabits por segundo. A 100GbE (100 Gigabits Ethernet) funciona nas mesmas redes de fibras ópticas já instaladas actualmente.

100Gb por segundo numa Rede Ethernet

O sistema transmitiu sinais a 100GbE entre as cidades de Tampa, Flórida, e Houston, Texas, através de uma rede de nível 3 – compreendendo uma distância de mais de 4.000 km. Esta é a primeira vez que um sinal de 100GbE é enviado através de uma rede comercial em pleno funcionamento.

Esta demonstração prática mostra que o conceito de 100GbE sobre DWDM 10×10 Gb/s funciona e oferece um caminho para a implementação num futuro próximo.

Tugatrónica Online

Benvindos ao Tugatrónica!

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Este é o mais recente blog, dos Blogs da rede Webtuga.

Os que passarem por aqui verão como a tecnologia electrónica está sempre em constante desenvolvimento em todas as áreas tecnológicas: hardware, componentes, inovações tecnológicas, softwares da área, e tudo o resto!

Espero que gostem!