Category Archives: Inovações/Futuro

Novos estudos, relatórios do avanço da Tecnologia

IM Blanky – Um cobertor com endereço IP

A ideia de transformar objectos inanimado para objectos inteligentes está rapidamente a passar de um conceito para a realidade mais próxima do consumidor comum. Actualmente, existem vários equipamentos com tecnologia RFID incorporada e outros tipos de sensores que juntos fazem uma rede de sensores que pode ser ligada a outras redes tal como a rede eléctrica, à Internet ou mesmo comunicar entre si. O IM Blanky é outro belo exempl0 da “Internet das Coisas”, onde a ideia consiste em dar mais utilidade a objectos.

IM Blanky

Criado para uma exposção chamada Stitches, onde se convidaram designers a incorporar tecidos tradicionais com as novas tecnologias, o IM Blanky parece uma grande placa de circuito impresso maleável. Possui cerca de 104 sensores tilt (usados para inclinação e orientação) e pequenos sensores embutidos no tecido do cobertor, formando um padrão floral atractivo. Estes sensores estão ligados a um processador Arduino que capta a informação fornecida pelos sensores, fazendo um mapa 3D em tempo real e que pode ser enviado através da Internet pela rede wireless. Esta informação pode ser processada, de forma a analisar padrões de sono, ser usada para criar as condições necessárias no quarto para se poder dormir em paz ou mesmo monitorizar o estado de saúde das pessoas. As possibilidades são imensas!

IM Blanky

IM lBanky

Podem ver o vídeo em baixo para ver o IM Blanky em funcionamento e consultar mais informação a partir deste link: Im Blanky by Studio NMinusOne and Rodolphe Khoury.

LSST – Super-telescópio de 3.2 mil milhões de pixéis para fotografar o espaço

LSST - Super telescópio de 3.2 mil milhões de pixeis

O espaço sempre foi uma curiosidade para o Homem. A procura incansável do que há lá fora sempre intrigou tudo e todos. Essa procura promete dar que falar com a recente aprovação por parte do Departamento de Energia (DOE) dos EUA, de um projecto que consiste no desenvolvimento de um telescópio digital de 3.2 mil milhões de pixéis. Sim, leram bem, 3.2 mil milhões!

Chamado de “Large Synoptic Survey Telescope” (LSST), este super-telescópio estará equipado com 189 sensores e mais de 3 toneladas de tecnologia de forma a fotografar o céu nocturno de forma contínua, todas as semanas. A SLAC National Accelerator Laboratory, autores da projecto, prevê gerar cerca de 6 milhões de gigabytes de informação que irá ajudar na procura da resposta a perguntas relacionadas com a origem da energia negra e matéria negra, a asteróides próximas do planeta Terra ou mesmo à estrutura da galáxia. Para terem uma idea “real” do poder do LSST, imaginem capturar cerca de 800.000 fotografias de uma simples câmera digital de 8 MP, mas com maior qualidade e detalhe.

O projecto terá que passar agora pelo habitual processo de planeamento, desenvolvimento e fase de orçamento. A SLAC, conta iniciar a construção desta câmera colossal já a partir de 2014.

Mais info aqui.

Z-Scapes, placas com impressões em 3D

Uma placa de plástico não tem nada de especial à primeira vista, mas basta uma luz LED incidir sobre ela para vermos magia a acontecer: um mapa holográfico em três dimensões a mostrar estruturas com um nível de detalhe soberbo e sem nenhum tipo de óculos ou equipamento em especial.

Zebra Imaging e as suas impressões 3D

Desenvolvidos pela Zebra Imaging, as imagens são criadas usando milhares de dados 3D que são processadas em formato holográfico por hogels, isto é, “pixels” que contêm dados 3D e que mostram uma imagem diferente de várias perspectivas. O nível de detalhe é suficiente para mostrar a quem vê uma perspectiva aérea ou o interior dos edifícios.

Cada placa criada varia entre os 1100 a 2000 euros, dependendo da complexidade e tamanho. Mais alguns anos, quando o preço estiver mais ajustado para o consumidor fnal, será um espectáculo poder jogar com uma coisas destas. Imaginem os jogos que haveriam juntamente com o Kinect? Awesome! :D

Quantum Dot LEDs

A busca por tecnologias de iluminação e displays mais eficientes não pára. Depois dos OLEDs terem roubado as luzes da ribalta aos LEDs “normais”, eis que agora surge um novo tipo de LEDs: os QLEDs.

Uma das mais promissoras tecnologias na optoelectrónica do futuro são os Quantum Dots. Também conhecidos como átomos artificiais, cujos electrões estão cercados por materiais semicondutores de diferentes propriedades, formando assim uma ilha onde os electrões ficam “presos”. Associados às propriedades dos semicondutores, os Quantum Dots permitem o ajuste de propriedades ópticas e electrónicas, sendo então alvo de uma vasta gama de aplicações, nomeadamente na fabricação de displays.

Quantum Dot Leds

Desta gama, surgem os Quantum LEDs, que possuem minúsculos Quantum Dots que emitem comprimentos de onda bem definidos tendo um espectro completo de cores puras. Ao contrário dos LEDs e LCDs disponívels hoje, os QLEDs não precisam de ser fabricados sob substractos de vidro ou cristal. Com apenas algumas centenas de nanómetros de espessura, um ecrã QLED pode ser impresso directamente num plástico ou numa folha metálica, o que significa que praticamente tudo pode ser transformado num display.

Quantum Dot Leds

Esta tecnologia permite o fabrico de ecrãs com cores mais puras, brilhantes e definidas e com um consumo de energia bastante inferior aos actuais. O processo, como referido anteriormente, é também mais económico e produz ecrãs mais finos e flexíveis e transparentes, o que faz deles óptimos candidatos para as futuras gerações de smartphones.

A LG está presentemente a trabalhar em parceria com a QD Vision de forma a trazer o mais rapidamente possível esta tecnologia para o mercado.

Mais informações sobre os QLEDs poderão ser consultadas aqui.

Implantes de LEDs

Um grupo de cientistas está a desenvolver circuitos electrónicos  maleáveis, capazes de suportar deformações extremas de forma a serem implantados sob a pele. Embora a imagem imediata seja a de tatuagens que se acendem, estes circuitos poderão ser utilizados numa grande gama de aplicações biomédicas e também na robótica.

Implantes de LEDs

Os circuitos flexíveis foram criados numa folha de plástico conhecido por PDMS (PoliDiMetilSiloxano) que é biocompatível e que tem um custo de fabricação barato, que cobre uns LEDs do tamanho de 100 µm e 2,5 µm de espessura. Estes minúsculos LEDs são fabricados sob um substrato de vidro.

O plástico cobre inteiramente os LEDs, evitando assim o contacto directo com a pele, algo que é importante tanto para evitar uma eventual contaminação do organismo por elementos usados na fabricação dos LEDs, como para evitar que os fluidos corporais danifiquem os LEDs.

Implantes de LEDs

Para além de serem implantados, os LEDs poderão ser usados também em luvas formadas por sensores ópticos, capazes de efectuar uma espectroscopia ou outro tipo de análise, fornecendo assim informações e exames em tempo real para médicos e cirurgiões.

I-Way: Simulador de carros de corrida

I-Way - Fórmula 1

Para os amantes de carros de corrida, fiquem a saber que em Lyon, França, existe um lugar dedicado aos automóveis deste tipo. O projecto, com o nome de código I-Way, foi criado por Druart Cyrille e demorou cerca de quatro anos para ser construído.

Conta actualmente com 18 réplicas, divididos em três categorias: Fórmula 1, Rally e de Resistência, perfeitas de modelos automobilísticos reais e de última geração para que os visitantes entrem e sintam o clima de um poderoso veículo de competição. É o um dos simuladores mais avançados do mundo, que inclusive é utilizado directamente para a indústria aeronáutica:

Com três ou quatro ecrãs instaladas na frente do carro, são transmitidas imagens na primeira pessoa de uma corrida. Mas como se já não estivesse real o suficiente, por baixo dos carros ainda há um sistema que eleva de diversas maneiras o veículo, de forma a imitar as irregularidades e inclinações do terreno em que é simulada a corrida.

I-Way: réplicas de verdadeiros automóveis

Como se não bastasse, o I-Way ainda oferece aos visitantes serviços de spa, restaurantes, bares, salas de conferência e até uma academia. Os preços, é claro, não são tão divertidos quanto à ideia do lugar. Uma corrida básica de Fórmula 1 custa 90 Euros, e existem pacotes que chegam a custar 525 Euros.

Site oficial: http://www.i-way-world.com/

I-way: réplicas de automóveis de corrida

Antimatéria é produzida e “armazenada” pela primeira vez

Reactor antimatéria-matéria no Star Trek

O CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nucleares) anunciou esta semana que conseguiu capturar, pela primeira vez, 38 átomos de anti-hidrogénio. A captura durou apenas um sexto de segundo mas foi tempo suficiente para estudar as estruturas destes átomos. Trata-se de um grande avanço no estudo da antimatéria, um dos assuntos preferidos da ficção científica. Vejam por exemplo os  reactores matéria-antimatéria, que eram os motores das naves como a Enterprise no Star Trek.,

Desde que em 1995 foram criados os primeiros átomos de anti-hidrogénio e em 2002 começou-se a produzir uma maior quantidade de anti-electrões e anti-protões que eram destruídos instantaneamente, pois quando a matéria e a antimatéria entram em contacto um com outro, anulam-se produzindo vastas quantidades de energia.

Antihidrogénio

Os cientistas conseguiram capturar estes átomos à temperatura de 9 graus Kelvin (ou 264°C negativos), suspensos num campo magnético por um tempo igual a 117 milisegundos. Após este tempo, a antimatéria foi anulada pela matéria que forma a câmara a vácuo.

Este anúncio ocorre depois de oito meses de colisões de partículas no LHC (Large Hadron Collider) e os resultados estão a empolgar os investigadores. Com a primeira captura, os cientistas acreditam que poderão comprovar alguns dos princípios da Física que antes eram impossíveis de serem atingidos.